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Eu preciso ter mais empatia dos outros (24.06.2022)

  A sensação que tenho por muitas vezes é de caminhar sozinho. Crio um filho para salvá-lo da superproteção, para furar a bolha que lhe é construída pelos avós e pela mãe - que não é exatamente uma parceira minha nas decisões que dizem respeito a ele, tomando arbitrariamente muitas decisões. Meus amigos, meus poucos amigos são ocupados demais. Não os culpo, pois a vida é isso aí: corrida, pegada, regrada, em que somos disputados em nosso tempo por tudo, todos, muitos. Tenho uma namorada que amo mas que está tomada pelas preocupações consigo própria, e com a qual, ao compartilhar minhas angústias, recebo muitas vezes críticas e questionamentos. Eu juro que tento olhar pra todos, entender os problemas de quem os divide comigo e, acima de tudo, ser solidário e empático - porque viver é uma pedrada mesmo.  E pra mim, quem olha? Quem me dá um abraço apertado, uma palavra clara e cristalina que se anuncie assim: "Cara, eu tô contigo. É foda, mas eu tô contigo em tudo - e A COMEÇAR p...

Você não vai ferrar com minha autoestima (16.03.22)

 Não no meu esporte favorito. Não na minha fonte maravilhosa de endorfina. Não diante de todos os esforços e concessões que faço pra poder estar em quadra. Não enquanto eu possa jogar meu basquete ao lado de gente bacana e que, diferentemente de você, quer que eu esteja ali, que eu me divirta, que eu realmente participe.  Ah, não vai.

Meu começo de semana pesa uma tonelada (15.03.22)

 O suspiro olhando pra tela em branco antes de digitar a primeira palavra já serviria pra dizer tudo, mas ninguém aqui o viu. Ontem eu tive um round decisivo para progredir em meu processo de divórcio - e, mais, muito mais do que isso, pelo meu direito de ter mais tempo com meu filho.  É muito pesado pensar que eu sinto precisar salvar meu filho de uma ambiência de superproteção que já  está o afetando. Ele é um menino hesitante em socialização, e isso guarda clara relação (ao menos para mim) em relação à autoestima dele, gerando aí um círculo vicioso. Ver meu filho em um parque aquático infantil de um clube com receio de se conectar com outras crianças e também em brincar em tobogãs e escorregas me doeu. Me doi.  Eu preciso ter mais convívio com meu filho, e ter que lutar por isso, se já não é essencialmente um conceito ruim, é algo que cansa a mente. Me exaure. Me entristece.  "Hoje demos um passo importante pra você entrar de verdade na vida do seu filho", me...

Sobre esse blog (07/03/2022)

Já começo sem saber se irei continuar.  A vida é corrida, a gente tem que ter saúde, e correr atrás dela com uma fome selvagem, mas sem excessos nem obsessões: apenas o necessário pra se distanciar de tanta, tanta coisa tóxica que nos absorve, nos abraça sem sentirmos. É como se fôssemos pescadores facilmente encantados e afogados por essas sereias terríveis. E como boa parte dessas sereias estão nas telas, ou são as próprias,  já começo sem saber se irei continuar. Quero tentar usar dedos, coração e mente em muitas outras coisas e vivências sem ser batucando em teclados físicos ou arrastando os virtuais. Os malditos corretores andam malditos demais até quando acertam. Porém, sinto necessidade de escrever; e já fui comunicado por quem se importa comigo que minha forma de manifestar isso no Twitter - rede social que mais uso - é um tanto agressiva. Não quero ser percebido dessa forma, porém tampouco quero mudar essa maneira de escrever pois é quem sou. A gente já se limita dema...