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Mostrando postagens de março, 2022

Você não vai ferrar com minha autoestima (16.03.22)

 Não no meu esporte favorito. Não na minha fonte maravilhosa de endorfina. Não diante de todos os esforços e concessões que faço pra poder estar em quadra. Não enquanto eu possa jogar meu basquete ao lado de gente bacana e que, diferentemente de você, quer que eu esteja ali, que eu me divirta, que eu realmente participe.  Ah, não vai.

Meu começo de semana pesa uma tonelada (15.03.22)

 O suspiro olhando pra tela em branco antes de digitar a primeira palavra já serviria pra dizer tudo, mas ninguém aqui o viu. Ontem eu tive um round decisivo para progredir em meu processo de divórcio - e, mais, muito mais do que isso, pelo meu direito de ter mais tempo com meu filho.  É muito pesado pensar que eu sinto precisar salvar meu filho de uma ambiência de superproteção que já  está o afetando. Ele é um menino hesitante em socialização, e isso guarda clara relação (ao menos para mim) em relação à autoestima dele, gerando aí um círculo vicioso. Ver meu filho em um parque aquático infantil de um clube com receio de se conectar com outras crianças e também em brincar em tobogãs e escorregas me doeu. Me doi.  Eu preciso ter mais convívio com meu filho, e ter que lutar por isso, se já não é essencialmente um conceito ruim, é algo que cansa a mente. Me exaure. Me entristece.  "Hoje demos um passo importante pra você entrar de verdade na vida do seu filho", me...

Sobre esse blog (07/03/2022)

Já começo sem saber se irei continuar.  A vida é corrida, a gente tem que ter saúde, e correr atrás dela com uma fome selvagem, mas sem excessos nem obsessões: apenas o necessário pra se distanciar de tanta, tanta coisa tóxica que nos absorve, nos abraça sem sentirmos. É como se fôssemos pescadores facilmente encantados e afogados por essas sereias terríveis. E como boa parte dessas sereias estão nas telas, ou são as próprias,  já começo sem saber se irei continuar. Quero tentar usar dedos, coração e mente em muitas outras coisas e vivências sem ser batucando em teclados físicos ou arrastando os virtuais. Os malditos corretores andam malditos demais até quando acertam. Porém, sinto necessidade de escrever; e já fui comunicado por quem se importa comigo que minha forma de manifestar isso no Twitter - rede social que mais uso - é um tanto agressiva. Não quero ser percebido dessa forma, porém tampouco quero mudar essa maneira de escrever pois é quem sou. A gente já se limita dema...