Eu preciso ter mais empatia dos outros (24.06.2022)
A sensação que tenho por muitas vezes é de caminhar sozinho.
Crio um filho para salvá-lo da superproteção, para furar a bolha que lhe é construída pelos avós e pela mãe - que não é exatamente uma parceira minha nas decisões que dizem respeito a ele, tomando arbitrariamente muitas decisões.
Meus amigos, meus poucos amigos são ocupados demais. Não os culpo, pois a vida é isso aí: corrida, pegada, regrada, em que somos disputados em nosso tempo por tudo, todos, muitos.
Tenho uma namorada que amo mas que está tomada pelas preocupações consigo própria, e com a qual, ao compartilhar minhas angústias, recebo muitas vezes críticas e questionamentos.
Eu juro que tento olhar pra todos, entender os problemas de quem os divide comigo e, acima de tudo, ser solidário e empático - porque viver é uma pedrada mesmo.
E pra mim, quem olha? Quem me dá um abraço apertado, uma palavra clara e cristalina que se anuncie assim: "Cara, eu tô contigo. É foda, mas eu tô contigo em tudo - e A COMEÇAR por tentar entender o que você sente, o que você passa, e com isso me tornar mais generoso e empático com essas dores"
Tem alguém que faça isso? Não.
Com quem posso contar? Comigo.
De quem eu espero empatia? Sobretudo de minha namorada, mas vem pouco. E quase nunca questiono isso, porque cáaaaaaaa estou eu de novo tentando ser empático com o outro: "Ela tem coisas demais pra pensar, é foda do lado dela também, não é fácil pra ela também".
Só que nessa, esqueço de mim - ou melhor, esqueço, sublimo, relevo que ela deveria pensar em mim.
A sensação que tenho é a de caminhar sozinho. E sozinho vou.
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