Sobre esse blog (07/03/2022)
Já começo sem saber se irei continuar.
A vida é corrida, a gente tem que ter saúde, e correr atrás dela com uma fome selvagem, mas sem excessos nem obsessões: apenas o necessário pra se distanciar de tanta, tanta coisa tóxica que nos absorve, nos abraça sem sentirmos. É como se fôssemos pescadores facilmente encantados e afogados por essas sereias terríveis. E como boa parte dessas sereias estão nas telas, ou são as próprias,
já começo sem saber se irei continuar. Quero tentar usar dedos, coração e mente em muitas outras coisas e vivências sem ser batucando em teclados físicos ou arrastando os virtuais. Os malditos corretores andam malditos demais até quando acertam.
Porém, sinto necessidade de escrever; e já fui comunicado por quem se importa comigo que minha forma de manifestar isso no Twitter - rede social que mais uso - é um tanto agressiva. Não quero ser percebido dessa forma, porém tampouco quero mudar essa maneira de escrever pois é quem sou. A gente já se limita demais nessa vida.
Por isso aqui, por isso agora. Não alimentava um blog há séculos; não criava um novo há milênios. Talvez esse seja apenas pra mim. Talvez não. Sei lá. Só quero escrever sem ser para raio de pessoas que não necessariamente querem meu bem e me tragam algum nível de mal estar (ainda que seja originário de coisas da minha cabeça).
Claro que gosto de interlocução. Claro que gosto de ser lido, ouvido, de ser respeitosamente questionado, e de carinhosas concordâncias também. Porém, andei sentindo algum incômodo e uma certa malquerença vinda de quem tá do outro lado por conta dessas minhas opiniões e da maneira com que as expresso. Forma e conteúdo que produzo não só incomodam, mas, de alguma forma, essa energia negativa era sentida por mim, quer as pessoas realmente a tenham emanado ou não.
Por isso, vou tentar escrever mais aqui - ainda que só pra mim - e menos por lá. Acho que é uma forma de resolver minha fome por escrever e ao mesmo tempo preservar minha saúde mental, evitando essas bad vibes que possam vir. O foco é ser (mais) feliz e menos infeliz - "estados" que definitivamente não são a mesma coisa e que anda(ra)m se alternando em mim com alguma frequência que me incomoda.
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