Meu começo de semana pesa uma tonelada (15.03.22)

 O suspiro olhando pra tela em branco antes de digitar a primeira palavra já serviria pra dizer tudo, mas ninguém aqui o viu. Ontem eu tive um round decisivo para progredir em meu processo de divórcio - e, mais, muito mais do que isso, pelo meu direito de ter mais tempo com meu filho. 

É muito pesado pensar que eu sinto precisar salvar meu filho de uma ambiência de superproteção que já  está o afetando. Ele é um menino hesitante em socialização, e isso guarda clara relação (ao menos para mim) em relação à autoestima dele, gerando aí um círculo vicioso. Ver meu filho em um parque aquático infantil de um clube com receio de se conectar com outras crianças e também em brincar em tobogãs e escorregas me doeu. Me doi. 

Eu preciso ter mais convívio com meu filho, e ter que lutar por isso, se já não é essencialmente um conceito ruim, é algo que cansa a mente. Me exaure. Me entristece. 

"Hoje demos um passo importante pra você entrar de verdade na vida do seu filho", me disse a advogada. Eu desabei em lágrimas ao ler isso, e isso diz muito sobre o que quero, o que sou, o pai que sempre me propus a ser, o pai que sempre serei.

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